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Apanhador de Salvados

As novidades da minha estante de leitor de velharias & outras de saldo.

Apanhador de Salvados

As novidades da minha estante de leitor de velharias & outras de saldo.

Na Hora Incerta Ou A Nossa Pátria

04
Abr20

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Título: Na Hora Incerta Ou A Nossa Pátria 

Autor: António Correia de Oliveira

Editor: Edição do Autor, Companhia Portuguesa Editora

Data: Porto 1920

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        As três primeiras partes de um total de sete, publicadas separadamente. O autor chama-lhe redondilhas.

        Faltou a indicação do autor dos bonitos desenhos da capa, das vinhetas e de cada secção. 

        António Correia de Oliveira, hoje esquecido, foi considerado um 'vate do regime' no Estado Novo, mas, pese embora a popularidade, não teve a unanimidade dos indefetíveis nem da crítica. Provavelmente por a leitura (ou 'conversa interior') dos versos não responderem às interrogações mais chãs do leitor.

O Pinhal das Dunas

02
Abr20

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Título: O Pinhal Das Dunas

Subtítulo: 'É a luta heroica entre o pinhal e as dunas!'

Autor: Sant'Iago Prezado

Capa: foto de Manuel dos Santos, desenho de Júlio Gil

Edição do Autor

Data: Figueira da Foz 1953

28 páginas

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        O poeta figueirense Santiago Prezado era um esteta com olhar franco e interior. Nesta brochura graficamente cuidada comunga dos louvores locais e gerais à arborização da Serra da Boa Viagem do Cabo Mondego e dunas entre Quiaios e Mira na primeira metade do século XX.

        A dirigir a campanha florestal esteve o regente silvícola também figueirense Manuel Alberto Rei, que concretizou a necessidade do aumento da área dos bosques atestado em estudo do século XIX por José Bonifácio de Andrada e Silva, realizado a pedido da corte.

        O poemeto é uma homenagem. O mesmo fez Jaime Cortesão na época com textos em prosa.

 

Origem das visitas

01
Abr20

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        Olá. Começaram a aparecer na secção 'estatísticas' do blogue, mais precisamente 'origem das visitas', links do Delito de Opinião e agora do Tempo Contado. Mas não vejo neles qualquer link para aqui. Mistério.

Bôdas de Vinho

27
Mar20

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Título: Bôdas de Vinho

Autor: António de Cértima

Editor: Plêiade Bairradina

Capa: desenho de Cunha Barros

Data: Coimbra 1919

128 páginas

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        A Bairrada é a terra de antiga produção vinícola e do moderno Museu do Vinho, na Anadia. E também o berço de António de Cértima, cuja produção literária em verso e prosa exibe a flâmula bairrista.

        A leitura do achado revela a larga veia poética do autor, anunciador de programa pagão: encómios ao vinho, epifanias de Baco e Dionisos, panegíricos da dança. Tudo às vezes em redor de Delfos ou ainda junto aos rios e bosques na companhia de alegres ninfas.